domingo, 18 de maio de 2008

"Que saco, não falam de outra coisa!"



Pra você ver. Dia desses a televisão só falava da Dengue, da porcaria do mosquito, febre, cansaço, médico que não aparecia no hospital, hospital que não abria porque estava sem médico etc etc. Desde o Bom Dia Rio, às 6:30 da manhã até o Jornal da Globo só se falava na tal da doença. Até o Globo Rural entrou na onda (sim, às vezes eu vejo o finalzinho). Aqui em casa ninguém aguentava mais ouvir falar nisso. "Que saco, não falam de outra coisa!". Até tinha aquela preocupação de leve, mas nada demais. Fique bem claro que o tempo todo falavam dos melhores repelentes e outras preucações necessárias para evitar que você fosse mais um na fila pra tirar sangue, esperando duas horas pelo resultado e enchendo o saco do médico, quando era só uma gripe. Não estou sendo insensível não, é tudo uma questão de odiar exageros. Se eu virasse pra qualquer pessoa e reclamasse da minha unha encravada, receberia um engatilhado "Iih, é Dengue!". Mas que inferno!

Toda essa introdução para mostrar que nossa reclamação teve um preço. Em menos de uma semana, meu pai e meu irmão acordaram cheios de manchas pelo corpo, com febre, cansaço e unha encravada (desculpe a brincadeira retardada). Havia um listradinho de pernas longas sobrevoando minha casa! Meu pai, antes, passava repelente e tudo, mas meu irmão ignorava o fato completamente. Enfim, caíram os dois de cama e logo éramos mais uma família no hospital, com os dois na fila pra tirar sangue, esperando duas horas pelo resultado e enchendo o saco do médico, quando era só .. Dengue mesmo.

pra frente os dois pareciam soldados preparando as armas para o início da guerra: repelente na mochila, ventilador ligado, SBP, Baygon e todos os outros. Mas, quando eu achava que a neura dos dois já havia atingido o seu limite, veio aquilo que me levou a escrever esse post: a raquete. Pequena e laranja, parecia que vinha direto das mãos do Guga; inofensiva, um brinquedo de criança. Doce ilusão. Ao apertar de um simples botãozinho vermelho, qualquer poeira que passasse por entre as redes, fritava, como diria meu pai prazerosamente. Lembra do meu ódio por exageros? É... Meu irmão chegava em casa e ia direto para a garagem. Fazer o quê? Fritar pernilongos.


Agora me fala, e se eles não fossem mais dois na epidemia? Daí o título.















Um comentário:

Bibi disse...

Olha como são as coisas!? Estou comentando o post no fim de novembro e adivinha sobre o que estão falando os noticiários? "Rio espera por novo surto de dengue", ou seja, ninguém fez nada!
E, PLUS, meu pai ganhou essa raquete e frita mosquito todo santo dia. Agora ele vem falando: mal posso esperar pela chegada do verão e os mosquitinhos de luz! hehehehehe - é mole?